Red roses too
I see them bloom
For me and you
And I think to myself,
What a wonderful world"
Provavelmente sou um adorador da verdade. Quero perseguir a verdade até os últimos limites. Acredito que ser verdadeiro consigo mesmo e com os outros é a chave ética para uma existência plena. Sendo assim, é preciso admitir que ter um filho nunca foi meu desejo, tampouco a sensação que senti quando as coisas se alinhavam para esta notícia não foi das melhores. Da mesma forma, quando tive a confirmação de que iria ser pai, não me senti bem.
Antes que vocês me julguem negativamente, preciso pelo menos expor minhas razões (não se preocupem, tudo mudou - e sempre mudará - depois de um tempo).
Penso que vivemos no melhor dos universos possíveis, a tragédia é que a humanidade como um todo faz todo o possível para estragá-lo e tornar toda a experiência na terra um verdadeiro pesadelo. Dessa forma, nunca quis trazer ninguém mais para este lugar miserável que é a terra. Morte, dor, sofrimento etc. Eu poderia discorrer sobre isso tudo por um bom tempo, mas não o farei.
"She would never say where she came from
Yesterday don't matter if it's gone
While the sun is bright
Or in the darkest night
No one knows
She comes and goes"
Me parece que esta situação (este é o nome provisório do bebê, por favor perdoa o papai por esse vacilo!) é semelhante a quase tudo na vida no que diz respeito ao modo como podemos e devemos encará-la: é tudo questão de como lidamos com o processo. Não se trata de um amor vindo do nada. É uma construção. Agora me sinto diferente. Vejo as coisas com outros olhos. Tenho vontade de viver mais.
Minha vida mudou de muitas maneiras no último ano. Com este grande turning point ainda mais. Acho que está bom por hoje. Outro dia entro em mais detalhes.

